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Archive for the ‘1’ Category

Alice in Waterland

Alice in WaterLand, fotos de Elena Kalis

http://elenakalis.carbonmade.com/projects/2289942

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Outra dica bacana.

Trabalho-performance de Eduardo Jorge no 61º Salão de Abril. Nesta quinta, 15/04/2010.

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dica.

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Antiguinho 1.

um pensamento estrangeiro

revés, assunto mordiscado

palavra e curtíssima memória,

apontamentos diversos.

assombra, uma vez e mais, nisso que

eduardo tatuara uma imagem anfíbia,

linhas pré-colombianas, dança circular

sufi?

com rusticidade de amuleto às avessas

pela imunidade devastadora

dos rastros.

assoma do dorso amuleto recoberto a serpes que devora a si.

armas de fogo, flechas, cuspe e agouro

não o alcançarão.

                                                                                             carlos augusto lima

 

 

 

Um poema antiguinho para voltar a esse blog. Uma imagem que Eduardo Jorge tatuara. Um ororboro. A cobra que devora-se a si. Poeminha publicado no número 8 da Revista Oroboro, ideia maravilhosa de Ricardo Corona e Eliana Borges pelos idos de 2006.

 

 

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SENTIMENTAL

 

 

 

Ponho-me a escrever teu nome

com letras de macarrão.

No prato, a sopa esfria, cheia de escamas

e debruçados na mesa todos contemplam

esse romântico trabalho.

 

 

Desgraçadamente falta uma letra,

uma letra somente

para acabar teu nome!

 

 

– Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

 

 

Eu estava sonhando…

E há em todas as consciências este cartaz amarelo:

“Neste país é proibido sonhar.”

 

 

 

                                                                            Carlos Drummond de Andrade

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Logo abaixo, dois links muito bacanas. Compartilho com vocês. Primeiro, a Antologia 26 Poetas Hoje, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda, disponível para download. Depois, outra antologia, Be My Mafia Family, só com poemas que não deram certo. Os poemas são de torcer o nariz! E isso é muito bom!

Agradeço ao Marcílio Medeiros e à Érica Zíngano.

 

1)

Poesia Marginal – Classica antologia ’26 poetas hoje’ (1975) em versão digital para download http://portalliteral.terra.com.br/relancamentos/26-poetas-hoje  

 

2) 

Algo que só 
poetas vivos fariam por você

Já que a maioria das revistas literárias não dura por muito tempo, Be My Mafia Family! 
declara logo que não terá um número dois – trata-se de edição única.

A publicação refere-se ao insuportável jogo do facebook e reúne poetas 
amigos e trocas de interesse, como ocorre a todas as revistas 
literárias. Ah, em que tempos terríveis vivemos! O assunto é dos 
grandes: compartilhar fracassos.

Distribuída exclusivamente em formato digital, pode ser lida por qualquer internauta. A novidade é 
finalmente disponibilizar algo em português para os detentores do Kindle 
e do Sony Reader.

O lançamento virtual será na quarta-feira de cinzas, o dia em que o ano realmente começa no Brasil, com a presença 
espirituosa dos mafiosos Ana Guadalupe, Ana Rüsche, Andréa Catrópa, 
Érica Zíngano, Felipe Sentelhas, Lilian Aquino, Maiara Gouveia, 
Márcio-André, Paulo Ferraz, Rafael Daud, Renan Nuernberger e Ricardo 
Silveira.

E, para não dizer que tudo só fica no virtual, em São Paulo, sábado (20.02), quem quiser está convidado a debulhar seus 
fracassos em voz alta no karaokê da Liberdade (Rua da Glória, 523, a 
partir das 20h).

Be My Mafia Family!
Revista 

Eletrônica. 
Poesia. Grátis, 16 p.
Direitos 

autorais livres para uso não-comercial.

O arquivo estará disponível para download em:

      http://www.arvoreseletricas.com/BMMF/BeMyMafiaFamily.pdf

 

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no dia do teu aniversário será possível avistar duas luas no céu. explico, com precisão e solenidade que a ciência nunca me permitiu, que marte vai estar mais brilhante e será possível enxergá-lo tal qual a lua, a mesma de sempre. concluo a dizer que próximo evento só irá acontecer novamente em 2.287. você se admira de tudo isso e de um tanto de coisas que sempre falo: verdade? mas sorrio. e, dessa forma, tu já aprendes a desconfiar. e esta correspondência tem um único destinatário, meu correspondente secreto nalguma agência de notícias sentimentais. eu te transmito o último atentado, o último cargueiro raptado por piratas somalis, o vírus da moda, a übermodel mais linda. eu te transmito toda segurança, de ser grande, ter três metros de altura atravessando a rua em direção do teu edifício. eu te transmito meus cumprimentos e aquela sensação boa e estranha e conforto. aquela mesma, na hora em que acariciava certo nome inscrito no metal que demarca o lote onde repousa tua mãe. seu terreno. minha única lavra. e ainda escuto você dizer: isso aqui é meu. enquanto nada digo. e tu ruminas um punhado de sentido. o teu conforto, a tua mágica. e eu, silencio. você me guarda um segredo, o mesmo do pedido feito ao atirar o dente de leite no telhado. ou aquele astro que cai no céu. o mesmo céu onde hoje avistas duas luas no dia do teu aniversário. até alguém falar em marte e marte me fazer cair das nuvens e em queda livre divago que outro evento igual não verei. nem tu. não estaremos aqui. nem ninguém.

 

 

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