de uma conversa amena com júlia lopes: eu só te aguardo, não te espero mais. ao tempo em que rio quando esquecer os óculos e promessas e felicitações de aniversário; mas não me olha, pois promete trazer lembranças do free shop para a menina um dia. ali, os campeões anônimos do futevôlei em vibração e torcida. esqueço a última fala, remexo os bolsos. se tocam como se tocariam homens rudes e troncos rijos. desfiei o frango do almoço para compor o jantar: digo. ela: não sei bem o que esperar da vida. eu: você pode combinar com queijo e presunto e pão. e diz: estou preocupada, avancei o sinal em hora suspeita, ele irá dizer de mim qualquer e vou chorar. eu: tento um consolo, mas me assusto com o voo rasante do helicóptero sem luzes, sem sinalização. que imprudente magnata pilotaria tão alta noite e breu, tão preciso na hora do abraço? penso. ela: eu queria ter coragem de dizer. eu: torço para que você apenas diga. ela: ouço, agora, trovões fora de época, do tempo. depois de chorar horrores, de sofrer a encalhar o corpo, escreveremos um livro paradidático a ser adotado nas melhores escolas sobre o sentido oculto de cada parágrafo desse infortúnio e conturbado enredo chamado amor.
gosto das conversas amenas com júlia lopes, e gosto de toda a poesia que você faz das coisas amenas. um beijo em você, um beijo em todo mundo da casa.
muitos beijos de volta, daqui.
que bom que voltou!
beijo
que bom vc sempre por aqui! beijos também.